quarta-feira, 20 de fevereiro de 2013

Diário da Cat: Primeiro Dia de Aula

Decidimos dar um alívio para as "velhinhas" que também atendem pelo substantivo vó, e matriculamos a Catarina na escola Esquilinho Feliz.

Fui na escolinha em novembro, porque já conhecia a fama da mesma, por ser uma das melhores escolas do bairro e sendo assim super concorrida!!! A escolinha é uma graça, super limpa, com administração familiar e  com ótimas referências de outras mães.

Liguei lá, e perguntei o horário de visitação, a moça que me atendeu disse que poderia ir em qualquer horário. Sendo assim, peguei minha mãe com quase 20 anos de experiencia pedagógica sendo professora infantil para verificar as instalações e o tratamento dado as crianças e lá fomos nós...

Apertei a campainha e nada, de novo e nada, até que uma moradora do bairro me disse estar batendo no portão errado, que era para eu ir na rua ao lado que era lá que eles atendiam. Ok...

Finalmente fomos atendidas, e para minha surpresa  a "tia" não me deixou entrar para conhecer a escolinha. Pensem numa pessoa irada!!! Esta era eu ali, em pé, argumentando com a professora de que tinha ligado e nenhuma orientação foi passada referente ao horário. Ela alegou estar aprontando as crianças para saída, que este momento era um pouco tumultuado e que por isso não poderia me dar a atenção necessária. Retruquei seus argumentos e pedi para ela entender que não tinha outro horário para retorno, que eles portanto tinham que pensar em contratar uma pessoa já que não tinham ninguém disponível. Ficou um climão no ar...

Resolvi voltar no dia seguinte, porque escolher outra escola não estava em meus planos. Desta vez, além da minha mãe decidi levar a Catarina junto. Fui super bem atendida, ouvi um pedido de desculpas e por fim nos acertamos. Enquanto visitava a escola e fazia a matricula, a Cat ficou se ambientando, já se juntou com um menininho para brincar, a tia Lu ficou incentivando-a a andar e quando fomos embora a Cat resmungou porque não queria ir. Bom sinal....???

Como a Cat, nunca tinha frequentado uma escola, ela fez o processo de adaptação logo no final de janeiro, uma semana antes de começarem as aulas pra valer. Matriculei-a apenas para frequentar meio-período entrando as 08h e saindo as 12h. A escola também oferece o transporte, que também foi contratado.

No primeiro dia, por orientação da tia Juliana, fomos de carro. Foi bem, chegamos eu, minha sogra e a Cat, e logo ela foi brincar com os amiguinhos. Poucas vezes nos procurou. Logo teve a hora do lanche. Tinha colocado na lancheira: uma banana, um danoninho e suco na garrafa térmica com um copo de treinamento junto. Aiiiii que orgulho!!! Foi bonitinha sentar sozinha para comer. É claro que as tias ajudam nas refeições. A banana ela comeu com as maozinhas, e o danoninho a tia ajudou dando as colheradas em sua boca. Vi que essa hora não tem essa, cada um pega a comida do outro...kkk, principalmente bolachas e biscoitos. Minha filha foi a última a sair da cozinha, a bichinha é boca boa mesmo!!! Voltou as brincadeiras e depois de um tempinho fomos embora de carro. Como voltou cansada...

Por dois dias foi assim nesta mesma rotina....levava ficava um pouco e iámos embora. Na quarta-feira, ela ficou um me procurando, mas para não regredir na adaptação resolvi ir embora e buscá-la mais tarde. Tudo tranquilo. Quinta e sexta-feira para verificar como ela se comportaria na perua resolvi levá-la e deixar a perua trazê-la, teve um chororô mas nada preocupante.

Cat na Escolinha
Hora do Lanchinho

E o que eu achei dessa semana...???

É claro que cada criança age diferentemente umas das outras, umas estão mais acostumadas com contato de pessoas estranhas, outras convivem apenas com seus cuidadores. Catarina está num meio termo, embora seja cuidada pelas avós, ela é uma criança muito sociável, sempre se relaciona com pessoas estranhas a medida em que passeia pelo condomínio, na maioria das vezes as pessoas nos conhecem e sempre a chamam pelo nome, muito além de papo de elevador. Fora isso há também o lado comportamental da criança, ser ou não tímida, extrovertida, introverdida, blábláblá. O fato é que a ansiedade é muito, mas muito mais dos pais do que dos filhos. Dizer que os filhos estão "sofrendo" porque choram é tão inoportuno quase um desaforo (a não ser que o choro seja resposta de maus tratos)... Isso não quer dizer que não me importo com os sentimentos dos pequenos, claro que não, sofrer é muito além de simplesmente estar incomodado com a nova situação, o choro é apenas a expressão do medo pelo novo, da separação. Portanto, não se sinta culpada por isso. Dizem que sou uma pessoa desapegada, não levo isso como critica embora as vezes soe parecer com desamor ou despreocupação. Tenho bem definida essa palavra no meu vocabulário. Acho que ser assim faz eu educar minha filha PARA A VIDA!!!

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