sexta-feira, 13 de julho de 2012

Dúvidas PASSEIO E COMPORTAMENTO

O texto foi retirado da revista Crescer...


Quando posso começar a dar os primeiros passeios com o meu bebê?
No primeiro mês, é bom ficar em casa. Depois, evite lugares fechados e lotados. A partir do segundo mês, você pode levá-lo a clubes, casas de parentes e praças sem aglomerações. Também dá para passear na praia nos horários de sol tênue (de manhã ou no final da tarde) ou viajar em baixa temporada. No terceiro mês, lugares como shopping centers estão liberados, mas não no horário de pico. Ao completar 4 meses, já pode ir a outros eventos, desde que os passeios não interfiram na rotina dele.
Com quantos meses posso levá-lo à praia e à piscina?
Viagens longas estão liberadas somente depois do primeiro mês. Programe-se para amamentá-lo durante a descida da serra, caso vá de carro, para evitar que a pressão cause dor de ouvido na criança. Mas, se vocês moram no litoral, ele já pode passear na praia de manhã ou no fim da tarde. A partir do quarto mês, o bebê pode entrar na piscina acompanhado dos pais. Mas nadar no mar só é recomendado a partir do primeiro ano.
Faz mal andar de avião com um bebê de 15 dias?
As viagens de avião são permitidas a partir do primeiro mês – antes disso, as alterações de pressão podem causar problemas respiratórios. Durante o voo, amamente ou ofereça mamadeira e chupeta. O ato de sugar alivia a sensação de “ouvido entupido”. No avião, leve a criança na cadeirinha, de preferência sobre um assento.
Sinto muito ciúme de outras pessoas pegarem meu bebê no colo. Como lidar com isso?
Esse sentimento de proteção é normal e esperado das mães. Mas não pode se transformar em instinto de posse. Tenha em mente que, para que seu filho se desenvolva emocionalmente, quanto maior o número de vínculos afetivos que ele criar com as pessoas ao redor, melhor. Por amor, você precisa aprender a “dividi-lo”.
O bebê é tão molinho quando nasce. Tenho medo de machucá-lo. Como saber se estou segurando meu filho direitinho?
O ser humano é mais flexível ao nascer para facilitar a passagem pelo canal de parto. A maneira certa de segurar um bebê é amparar o corpo e a cabeça ao mesmo tempo. Faça o teste ainda na maternidade, com a orientação das enfermeiras. Seja firme, mas não precisa apertá-lo. Aos poucos, você vai agarrá-lo com mais segurança, não se preocupe.
A licença-maternidade está no fim. O que é melhor: babá ou berçário ?
Os especialistas divergem sobre a opção ideal, mas concordam que a mãe tem de se preparar para essa transferência de cuidados do bebê para outra (ou outras) pessoa. No berçário, a lista de profissionais que vão cuidar da criança é atraente. Por outro lado, o contato com mais crianças aumenta o número de doenças. Em casa, ela estaria mais protegida disso, porém é preciso ter cuidado com a escolha da profissional. Assim como em qualquer trabalho, a funcionária precisa de treinamento e vocação. Seja qual for a sua decisão, não precisa ser definitiva. Se não der certo, rearranje tudo.
Meu filho fica com a babá o dia inteiro. Ele pode se confundir sobre quem é a mãe dele?
Claro que não. Se ele for bem tratado, é natural que se apegue à babá. A relação entre mãe e filho, porém, é um vínculo mais intenso. Você deve, portanto, aprender que está dividindo apenas os cuidados – e não a maternidade. Não existe motivo para se sentir ameaçada.

Fontes: Tânia Shimoda, pediatra do Instituto da Criança do Hospital das Clínicas de São Paulo; Márcia Pradella-Halinan, neuropediatra e coordenadora de pediatria do Instituto do Sono da Unifesp; Márcia Kuriki, enfermeira-obstetra, supervisora da maternidade do Hospital São Luiz (unidade Anália Franco); Rita Callegari, psicóloga do Hospital e Maternidade São Camilo, Fátima Fernandes, pediatra do Hospital Infantil Sabará (SP), Jane Oba, gastroenterologista pediátrica do Hospital Infantil Sabará (SP), Gerson Matsas, pediatra do Hospital Samaritano (SP), Alessandro Danesi, pediatra do Hospital Sírio-Libanês (SP), Sônia Liston Colina, pediatra do Complexo Hospitalar Edmundo Vasconcelos (SP), Moises Chencinski, pediatra (SP), Wagner de Castro Andrade, cirurgião pediatra do Hospital Infantil Sabará (SP), José Claudionor da Silva Souza, pediatra e neonatologista da Maternidade Pro Matre Paulista (SP), Clery Bernadi Gallacci, pediatra da maternidade Santa Joana e professora de pediatria da faculdade de ciências médicas da Santa Casa de São Paulo;Hamilton Robledo, pediatra do Hospital e Maternidade São Camilo



Nenhum comentário:

Postar um comentário