sábado, 21 de abril de 2012

Diário da Cat - 1º mês foi muuuito PUNK!!!

Ai ai ai...reescrevendo o post!!! Fiz bobagem ontem e acabei apagando o que já estava escrito, mas era mais ou menos isso...

Sempre fui uma pessoa muito independente, estudava, trabalhava e nunca precisei de ninguém para nada! Vivia dizendo pro meu marido durante a gravidez que não queria ninguém enfurnado dentro da minha casa, enchendo as pitombas, que "com certeza" eu daria conta de cuidar da minha filha sozinha, ele esperto não me disse nada só esperou!!! Cuspi para cima e caiu bem no meio da testa...kkk. Pensava que cuidar de criança não era todo esse bichão de 7 cabeças que o povo pinta, porque afinal não tenho (ou melhor tinha) prática com criança, mas sou uma pessoa bem ínstruída, de muita leitura, e conseguiria fazer disso um ponto a favor. Hoje, o conselho MOR é: não recuse nenhum tipo de ajuda!!!

Três pessoas me ajudaram muito no começo, e aí se não fossem elas...

Um adendo: eu, minha mãe e minha sogra moramos no mesmo condomínio, D. Janete no prédio ao lado, e a sogra dois andares abaixo da minha casa, o que facilitou nos vidas!!!

Minha mãe Janete, que andava um pouco enferrujada, porque no lado de cá da família, não tem muita crianças e os únicos 2 sobrinhos-neto dela estão a mais de 400 km de distância, então resolveu assumir os afazeres domésticos. Ela vinha direto do trabalho para minha casa e cuidava da minha casa e principalmente das roupinhas da Catarina, preparava todos os dias a janta e quando não, trazia tudo quentinho para mim e meu marido.

Minha sogra Fátima, é a vó de 4 netos mais coruja que eu conheço na vida e "por decisão conjunta - porque minha mãe diz não sentir ciúmes" me ajudou a cuidar exclusivamente da Cat. Cortou um dobrado...coitada!!! Descia para a casa dela assim que meu marido saía para trabalhar, dava de mamá para a Cat e iria dormir. Dormia quase a manhã toda apenas levantava para amamentar (quando não fazia isso na cama), e ela ficava com a Catarina não importava de sorrindo ou chorando, mais chorando por sinal....kkk.

Minha irmã Priscilla é a médica (embora não pediatra) e a tira duvidas de plantão. Ainda morando com mamãe, quase todos os dias ia lá em casa para ver a Cat, ver como andava o progresso do sumisso da icterícia, me dava conselhos e trazia tudo o que precisava em casa. Invistam em ter alguém médico na família....kkk....consulta grátis é sempre bom e abre portas nas horas difíceis!!!

Nos primeiros 15 dias quase não comia. Tinha muita ansia de vômito quando comia comida, só ficava no suco, iogurte, qualquer coisa menos comida. Todo mundo ficou bem preocupado com isso e cheguei até a ligar pro meu GO para perguntar se poderia continuar com a vitamina que ainda tinha em casa da gravidez. Ele me deu uma bronca homérica, disse que tinha que pensar na comida como remédio, que era absolutamente necessário me alimentar melhor por conta da amamentação e me passou outro complemento vitamínico. Emegraci mais de 10 kg dos 16 kg que ganhei com a gestação (quem dera continuar nesse ritmo...kkk).

Eu optei por não acordar o marido nas madrugadas. Ele sempre foi presente me ajudando no turno dele (das 19h às 23h), e não quis obrigá-lo a ficar acordado e participar das mamadas só para sentir o que eu sentia - muita mães assim o fazem, isso pra mim soa mais como "castigo" do que como ajuda...kkk!!!  Ele só era necessário se tivesse peito, como não tinha peito, então para mim não adiantava. Para compensar ele me ajudava mais nos finais de semana.

Eu era o zumbi em pessoa!!! Todo o tempo que tinha eu queria dormir, na verdade você opta por dormir ao invés de comer, limpar da casa...no fim você acaba dormindo mais do que as 8h recomendadas, mas esse sono picadinho não revigora ninguém, o cansaço aparece rapidinho. Cuidar de recém nascido (como mãe de primeira viagem) dá estafa mental, é muita responsabilidade,  tem que ficar alerta 24 h do dia, todos os dias (será que até o fim da vida???!!!kkk) e você não quer fracassar. Confesso que muitas vezes perdi a paciência com minha filhotinha, ai que dó!!! Hoje tenho um pouco de remórcio por isso. A gente esquece que o choro é a única maneira desses serezinhos pequenos têm para se comunicar. Fazia de tudo, torcava a fralda, dava de mamá, verificava se estava sentindo frio ou calor e nada, só berreiro!!! Aí para não perder as extrimeiras entregava-a para o pai. Você nervosa e irritada para acalmar bebê realmente não funciona, parece que os bichinhos sentem sua energia...

Com essa situação toda, muita gente dizia que eu estava com depressão pós-parto...eu ficava emputecida com isso!!! Nunca me neguei a cuidar da minha filha, fazia tudo por mais cansada que estivesse. Só não acho que a maternidade seja um mar de rosas, onde tudo é perfeito que nem comercial de margarina!!! Meu esposo diz que as vezes que sou meio "Joselita", minha opinião é que sou apenas pessoa sem frescuras, sem churumelas. Eu não tenho que gostar de limpar cocô de neném para me sentir mais mãe!!! É cada coisa....

O fato é que num dia você é dona do seu nariz, vai onde quer, quando quer e sabe quando volta, e de repende....pufff...como num passe de mágica tudo muda.

Mas não precisa entrar em pânico...conversei com muitas mães "frescas" (entenda-se mãe de primogênito) sobre como se sentiram nessa fase de recem nascido, e não tem uma que não me disse que sentou e chorou. Hahahaha..tá vendo, eu nem charar, chorei!!! O que sempre ouvia é: -"Calma, logo passa!!! Você vai ver, depois vai até sentir saudades dessa fase...kkkk!!!". Eu cheguei a duvidar dessa parte, mas hoje, após essa fase de adaptação, REALMENTE tudo melhora e faz valer a pena!!!
 
Quem disse que ser mãe é fácil está mentindo...

Catarina - 1 mês

3 comentários:

  1. Lendo isso, só me faz postergar ainda mais a maternidade ! rs...
    Não que seja ruim, fora disso, mas quero outras coisas antes de me dedicar por inteiro a um bebê.
    É bom ouvir a verdade, por mais que seja dura !
    Por enquanto, tô muito feliz em ser tia !!!
    Tô gostando do blog !!!
    Bjo.

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  2. Diz isso não Ana...kkk!!!
    Você realmente tem que estar ciente de que haverá inúmeras privações quando comparada a uma vida de casal. Se ainda tem coisas a fazer a dois, faça agora porque depois ficará difícil...
    Sempre vejo testemunhos do lado bom da maternidade, a mim me parece que falar das dificuldades te diminui como mãe, pelo contrário. Dá muito trabalho (e olha que a Cat, comparada a outros bebês é uma santa!!!), mas vale muito a pena.
    Fico muito feliz que esteja gostando do blog!!!

    Os próximos relatos serão mais encorajadores...kkk!!!
    Bjs

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  3. Comentário via Facebook...replicando!!!

    Li o post e pude compreender sua situação! A alegria que é um bebê também é muita responsabilidade. Mas a família automaticamente ganha forças para ajudar nessa nova fase. O stress é normal e deve haver senão a panela de pressão explode, né? Beijos para a Cat :D

    Priscila Cervelini

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